Aventura-Solo (Text Adventure)

One of the assignments on my Game Design Basics course was to create a Text Adventure. It’s true that I couldn’t achieve the 50 points that the teacher asked, but I managed to achieve some. I hope that some day I’ll be able to finish it properly.

By the way, the text is available only in Portuguese. At least for now, I’ll try to translate it later. 🙂

Encurralado (Cornered)

[0] Você é um assassino de aluguel. Muito bom, pelo que se lembra. É claro que já houve alguns problemas na sua carreira, mas você os superou com algum esforço, construindo, assim, a sua boa reputação. Reputação, esta, que trouxe até você os representantes da KGB interessados em eliminar um membro do governo russo que se descobriu ser um informante. Para manter as aparências e não levantar suspeitas, este membro do governo foi mandado em visita diplomática a um pequeno país do leste europeu onde ele deverá morrer vítima de um atentado. E é justamente aí onde você entra, você deverá assassinar o diplomata em solo estrangeiro sem levantar suspeitas contra o governo Russo. O pagamento oferecido é suficiente o bastante até para fazer você considerar se aposentar… mas isso não agora!

Então, você aceita o emprego?

(1) Não
(2) Sim
(5) Não, mas pego o dinheiro e mato todo mundo da sala

[1] Você declina a oferta, educadamente. Os agentes da KGB não se mostram muito contentes com a idéia, mas a reunião é encerrada.

Alguns dias depois você está saindo da loja de conveniência perto da sua casa quando cruza com uma mulher exuberante, que chama sua atenção. Ao cruzar com você, ela o fita com os olhos maliciosos. O que você faz?

(3) Devolve o olhar
(4) Ignora e continua o seu caminho

[3] Não conseguindo não fazer o mesmo, você a olha também. E no instante em que ela já está mais atrás de você e você começa a reduzir o passo para poder olhar melhor pra ela, você tromba com uma pessoa que caminhava no sentido oposto.

O susto inicial da trombada quase não o deixa perceber a dor que invade o seu abdômen. O homem que acabou de trombar em você retira o punhal e o guarda rapidamente no bolso, ao mesmo tempo em que pede desculpas e sussurra por entre os dentes “Ninguém pode recusar uma oferta da KGB e sair como se nada tivesse acontecido”. Você ainda tenta alcançar a sua arma, quando sente a queimação subir o seu corpo, vindo da barriga. Veneno. O punhal estava envenenado. O seu assassino não está nem a cinco metros de distância quando você cai de joelhos no chão gelado, e antes de ele dar mais dois passos você está morto.

(0) Quer tentar novamente?

[4] Ignorando a mulher que acabara de passar você nota um homem que caminha no sentido contrário ao seu. O que lhe chama atenção é que ele vinha caminhando praticamente de encontro a você, e no instante em que a mulher passou ao seu lado ele deu uma leve vacilada na passada e desviou um pouco o trajeto, de modo a passar ao seu lado.

Achando o seu comportamento estranho você já se prepara para sacar a sua arma, quando ele passa por você e coloca a mão no seu ombro. Num movimento rápido você solta o pacote de compras e empunha a sua pistola. O disparo é seco e um pouco abafado pelas roupas pesadas. Antes de deixar o peso do corpo levá-lo ao chão, o homem olha nos seus olhos e diz: “Ninguém pode recusar uma oferta da KGB e sair como se nada tivesse acontecido”. Quando ele finalmente se solta em direção ao chão você o percebe carregando um punhal ensanguentado na mão. É aí que a adrenalina baixa e você sente a dor invadir o seu adbômen. Mas de alguma forma a dor é muito grande, e vem acompanhada de uma queimação que sobe pela sua barriga até a garganta, causando dificuldade em respirar. Veneno. O punhal estava envenenado. Você cai de joelhos na calçada, e percebe a bela mulher que havia lhe fitado antes parada, há poucos metros na sua frente, com um leve sorriso no rosto. Um pequeno instante depois e você está caído morto na calçada gelada.

(0) Quer tentar novamente?

[5] Você morreu. Será que esses anos todos no trabalho não lhe ensinaram nada? Você não é o Rambo, e isso aqui não é um filme. Você levou, por baixo, uns sete tiros. Talvez tenha até matado um capanga, ou dois, mas sabemos que não faz muita diferença agora, faz?

(0) Quer tentar novamente?

[2] Você pega a maleta aberta à sua frente, com metade do dinheiro, agradece, e sai da sala. É preciso montar o esquema de tocaia.

Os agentes da KGB haviam dito que juntamente com o dinheiro, na maleta, existiam alguns documentos que poderiam ajudá-lo com o trabalho. E é lá que você encontra um envelope pardo contendo algumas fotos, de longe e de perto, do seu alvo, além da rota da comitiva. E é justamente este último documento que lhe interessa agora. Olhando ele detalhadamente, você identifica três possíveis locais para uma tocaia. Qual deles você quer ir investigar?

(6) Uma avenida no centro da cidade
(7)
(8) Um pequeno trecho de uma estrada afastada da cidade.

[8] Você chegou numa área rural, depois dos limites da cidade. Ela já fica num dos últimos trechos do percurso a ser feito pelo seu alvo. Depois dali a comitiva vai pegar novamente uma estrada expressa direto para o aeroporto. Em outras palavras, tem que ser aqui.

Ao caminhar pela estrada você pode notar que ela tem uma boa quantidade de buracos, não vai ser difícil colcar armadilhas para as motos e o carro. Mas ainda assim você precisa de um esconderijo que lhe permita dar o tiro à uma boa distância, de modo que não chame atenção dos seguranças.

Se à primeira vista a estrada lhe pareceu boa para a armadilha, olhando melhor você percebe que ela é cercada por árvores e arbustos fechados, mesmo que logo atrás deles existam campos abertos de plantações e pastos.

Escolher ficar atrás de um arbusto pode ser arriscado, por lhe deixar perto demais da comitiva. Mas o campo aberto atrás não oferece uma boa localização que não seja muito exposta.

O que você quer fazer agora?

(9) Escolher um local para tocaia atrás de um arbusto na beira da estrada.
(10) Procurar por um lugar melhor.

[10] Caminhando por mais uns 10 min você avista uma pequena ponte de pedras à frente, e sente que a sorte está sorrindo para você. Ao chegar no local você confirma o esperado: a ponte não possui árvores ao lado, já que o riacho abaixo dela não é muito estreito. Perfeito. O local oferece uma boa visibilidade lateral, mas resta ainda o problema do campo aberto.

Não há nenhuma pedra ou sequer elevação que possa abrigá-lo de forma discreta. Você poderia se esconder camuflado no meio do pasto, mas mesmo assim ao se levantar para atirar você seria uma alvo não muito difícil. Você tem que procurar mais.

Olhando para o lado esquerdo, a cerca de um quilômetro de distância você observa uma casa além do pasto. Apesar dela ser de madeira escura, você estranha não a ter visto antes, se destacando dentre o pasto verde.

O que você acha?

(9)  Que a casa está muito longe, e resolve ficar de tocaia atrás do arbusto mesmo.
(11) Apesar de longe, a casa parece oferecer uma boa visibilidade, então você decide ir até lá.

[11] Quase meia hora depois, você está se aproximando da casa. Agora ela aparenta estar abandonada, melhor ainda, pois você já estava ensaiando o que falaria aos donos da casa e pensando em como tomá-los por reféns enquanto faria o trabalho. Está parecendo mais simples do que o previsto.

O portão da frente estava aberto, ou melhor destrancado. A madeira já estava bastante podre e o ferro enferrujado. O quintal da frente possuía muitas ervas daninhas e matos selvagens. O caminho até o terraço ainda existia graças ao calçamento de pedras, que mesmo assim ainda contava com bastante grama por entre elas. Esta casa está abandonada há um bom tempo.

Ao subir no terraço você pôde ver que o quintal do lado esquerdo da casa possui um cemitério familiar, uma coisa muito comum nessa região. Algumas lápides estão quebradas enquanto que outras estão praticamente cobertas por vegetação.

A porta da frente está fechada, e após um primeiro avanço você nota que ela também está trancada. Apesar da aparente idade avançada da casa, o estado da porta é muito bom. Talvez por ser de uma madeira bastante resistente. Você pensou em arrombar com os ombros ou até mesmo com um chute, mas já previu que talvez seja você quem saia perdendo. Mas então pecebeu que a fechadura não oferecia muita resistência e com algumas tentativas você destrava a porta.

Agora sem barreira externa alguma, a sala da casa pôde respirar uma brisa matutina. E pelo cheiro que ela, a sala, possui já faz muito tempo que isso não acontecia. O cheiro era uma mistura de mofo com canela, talvez ainda remanescente de odorizantes há muito esquecidos.

Os móveis eram grandes e imponentes, assim como a fachada da casa. Feitos em sua maior parte de madeira, a mesma que foi utilizada na porta. Na sala de jantar havia uma mesa grande, 12 pessoas comeriam nela sem problemas. O grande espaço na sala de estar remetia às lembraças da sua infância, brincando com seus primos e primas na véspera de Natal, ansiosos para abrir os presentes…

(9) Você desiste de usar a casa e fica com o arbusto à beira da estrada.
(12) Você esquece isso e concentra-se na missão.

[12] Logo à sua frente estava a escada que levava aos andares superiores, que são dois e mais um que aparenta ser um sótão. Você sobe procurando algum quarto que tenha uma boa visão da ponte. Não demora muito e você o encontra. O quarto parece ter sido de uma garota, pois ainda tem algumas bonecas de cerâmica nas prateleiras e outras na cama. O lençol de cetim rosa está revirado como se ela tivesse levantado há pouco, mas essa impressão é deixada de lado quando se observa a quantidade de poeira acumulada em todos os lugares.

Você chega perto da janela, olhando para a ponte. O vidro está muito opaco, sujo, e você resolve abrir a janela para observar melhor. Ao fazer isso uma brisa mais forte entra e você pode sentir o cheiro do pasto e das árvores. Assim como na sala, o quarto parece se revigorar com essa rajada de ar. Algumas cortinas balançam, pequenas nuvem de poeira se levantam, parecendo aproveitar uma liberdade há muito esquecida.

De repente a brisa pára e surge um vento frio, que parece vir de dentro da casa. Talvez tenha subido, vindo da sala, procurando a janela recém-aberta para se comunicar com o ambiente externo.

Voltando os olhos novamente para a ponte, você começa a pensar qual o armamento ideal para fazer o serviço. Um rifle sniper? Um lança-foguetes portátil? Subtamente sua atenção é tomada por um barlho de louça quebrando. Ao se virar rapidamente, já empunhando a sua arma você percebe que uma boneca caiu de uma prateleira. Culpa do vento, é claro.

Quando você volta para a janela, senta uma presença atrás de si, e antes que possa pensar em fazer algo, é atingido por uma pancada na nuca.

(…)

Mofo. Muito mofo. O cheiro no ar é de coisas velhas, antigas, invadindo as suas narinas e despertando o resto do seu corpo. Você abre os olhos mas não consegu ver muita coisa. Depois de alguns segundos você começa a enxergar na escuridão. Se senta. O chão é úmido, molhado em alguns lugares. Há goteiras em alguns pontos, e você pode ver que elas vêem de canos no teto… você está em um porão. Desarmado, molhado, e com uma dor-de-cabeça imensurável.

Você tem que sair dali e descobrir quem lhe colocou lá. E seja lá quem fez isso, já é um homem morto…

[FIM DO PRIMEIRO CAPÍTULO]

[6] Você chega na avenida a pé, é difícil de andar pois as ruas são estreitas, e mesmo essa avenida não é muito larga. Apesar de você ter escolhido este ponto por ele ter o maior edifício da cidade, ele não é lá muito alto, de fato. Ele tem 6 andares apenas.

Você entra no edifício e não é muito difícil chegar até o teto. Uma vez lá em cima, você tenta estudar o melhor momento para atacar a comitiva

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2 Responses

  1. […] pedido para produzir um jogo digital. Todo o material gerado foi produzido em editores de texto (uma aventura-solo, um game deisgn, uma análise de jogo, etc). Eu achei excelente! Afinal, eu não estava me […]

  2. A idéia é legal, mas fica meio difícil tentar acompanhar a história desse jeito… eu me perdi procurando os números certos… :p

    Mas me lembrou minha infância e os livros “escolha sua aventura” ^^

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