Arte Automática

“Computadores fazem arte
Artistas fazem dinheiro.
Computadores fazem arte
Artistas fazem dinheiro.
Computadores avançam
Artistas pegam carona.
Cientistas criam robôs
Artistas levam a fama.”
– Chico Science, “Computadores Fazem Arte”.

Chico Science escreveu isso por volta de 1994 (que na verdade foi o ano em que saiu o primeiro álbum da banda, Da Lama ao Caos) e ontem Brenda Brathwaite abordou o assunto no seu blog, com o post intitulado “Procedurally Generated Art – Good or Bad (or Neither)?” (Arte Gerada Proceduralmente – Bom ou Ruim (ou Nenhum dos Dois)?). No texto ela descreve uma sitação na qual mencionou ser a favor da geração de arte automatizada para uma outra pessoa, e esta rebateu dizendo que este tipo de procedimento poderia acabar com o papel do artista de jogos.

[No English text this time, I’m sorry for my laziness]

Este tipo de sentimento e reação é bastante comum nas pessoas, e já se tornou notório desde a revolução industrial. Chega até a ser engraçado quando ele ainda teima em aparecer de vez em quando, ainda mais num nicho dito “culto”, o da tecnologia da informação.

Assim como já comentei rapidamente no post dela, e seguindo a linha de raciocínio de outros que lá comentaram, desde que eu comecei a ler as coletâneas Histórias de Robôs, editadas por Isaac Asimov, eu percebi qual realmente deve ser o nosso direcionamento, enquanto profissionais de TI, no desenvolvimento da Inteligência Artificial: atividades não-criativas.

A criatividade humana é justamente o fator que nos diferencia, que nos torna únicos. A criatividade é, fundamentalmente, a capacidade de criar a partir do nada. Ou melhor colocando, a partir de estímulos aleatórios e aparentemente não relacionados. E nenhum computador é capaz de fazer isso, ao menos não com a tecnologia atual, e até onde se enxerga no futuro.

No final das contas, a geração automática de recursos artísticos para jogos eletrônicos é mais uma ferramenta à disposição do artistas e não um subistituto, pois por mais elaborada que a ferramenta seja, ainda será necessário uma direção artística, e nessa atividade sim os homens são insubstituíveis.

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