De Boas Idéias…

Li ontem um artigo excelente. O título é A Idéia Não é o Jogo (The Idea is Not the Game). Apesar dele ter sido escrito em cima do tema Game Design, ao lê-lo pode trocar este tema por qualquer outro que os conselhos e observações ainda serão verdade.

O primeiro ponto que ele faz questão de derrubar é a preocupação em criar algo novo. Muitos aspirantes a Game Designer (mais uma vez, troque pelo que for do seu interesse) só querem começar a trabalhar em idéias nunca antes vistas no mercado, e isto é um problema. Você, enquanto aspirante a GD, deve saber que quase certamente outras pessoas já tiveram essa mesma idéia original que você. Se ainda não apareceram é porque ou não deram certo ou porque ainda estão em desenvolvimento. É claro que isso não quer dizer que nós não devemos procurar ser inovadores, muito pelo contrário, mas quer dizer que inovação de fato não é como muita gente imagina.

Inovar não é apenas ter uma idéia inédita. Inovar pode ser fazer uma coisa que já foi feita de uma maneira levemente diferente. E às vezes o segredo do sucesso está até mesmo no timing  do projeto. Você sabia que existe um jogo chamado Little Computer People que nada mais é que uma espécie anterior a The Sims? Pois é. Então a idéia não foi nova, mas o que deu certo pode ter sido o tempo em que o jogo foi lançado aliado a pequenas diferenças bem planejadas. E agora temos a série de jogos para computador mais vendidos em todos os tempos.

O próximo ponto abordado é a quantidade de idéias. Se você já teve qualquer projetos pessoais que tentou concluir, ou até mesmo começar, sabe que muitos nunca chegaram a passar para o seu consciente, quem dirá ver a luz do dia. Mas não fique triste, isso é comum. Acontece com todo mundo, e as pessoas que acabam produzindo algo são na verdade pessoas que tiveram muitas idéias, e tentaram por em prática uma boa parte delas, a que no final acabaram apenas algumas vingando e pouquíssimas deram resultado. Mas é assim mesmo que funciona.

Mas às vezes não basta apenas ter muitas idéias, você precisa de motivação para trabalhar nelas. A maioria de nós depende exlcusivamente a própria força de vontade, e isso é muito fácil de acabar com o tempo. O fato é que as idéias que viram projetos e andam para frente precisam ser impulsionadas por fatores externos – leia-se dinheiro ou reconhecimento palpável. O artigo menciona que Beethoven e Mozart criam quase todas as suas grandes obras por encomenda, e não pelo amor a arte. Pense nisso. Se você quer tocar um projeto para frente arrume algo que lhe motive de verdade, senão aceite a falha se ela vier – afinal ainda assim pode dar certo. 🙂

Para finalizar, e reforçar, vá ler o texto que vale muito a pena. E não se esqueça de refletir sobre o texto e tirar as suas próprias conclusões e motivações.

Não fique parado.

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One Response

  1. Muito bom o post.
    Parabéns.

    Continue escrevendo coisas interessantes que continuarei visitante assíduo.

    🙂

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