Jogos + Educação + Pernambuco = Oje!

Sairam duas matérias muito legais hoje no Diário de Pernambuco, sobre um projeto do governo do estado para promover o uso de jogos como agentes educadores na rede de escolas públicas estaduais, o Oje – Olimpíada de jogos e educação.

Para quem quiser dar uma olhada nas matérias, eis aqui os links:

De vilões a aliados
http://www.diariodepernambuco.com.br/2008/10/29/info1_0.asp

Efeito cascata positivo
http://www.diariodepernambuco.com.br/2008/10/29/info1_1.asp

O poder de educar, a capacidade de ensinar dos jogos é um assunto muito interessante e deveria ser tratado cada vez mais seriamente. Tanto pelas empresas quanto pelos jogadores, as primeiras precisam ver que já maneiras, sim, de se lucrar com jogos educacionais, e não apenas torrar dinheiro em vão.

A meu ver o grande problema para elas, gastar muito dinheiro em um jogo com grande conteúdo educacional e não obter o retorno desejado, é causado pelo mesmo motivo de sempre, mal planejamento. Afinal, antes de se começar a fazer um jogo AAA as empreas pesquisam o assunto, analizam o mercado e levantam o perfil do públic-alvo, de modo que elas já tenham uma boa idéia de como fazer e o que esperar do projeto.

Talvez o que falte para os jogos educacionais seja este mesmo cuidado, ou melhor, na verdade é isto que falta. Nós podemos pegar os jogos da Touch Generation (Braing Age/Training, My <Alguma_Coisa> Coach, etc) para o Nintendo DS, totalmente educativos, essencialmente divertidos, e um sucesso de vendas! As outas empresas devem se espelhar neles, no cuidado, no acabamento, na qualidade destes títulos.

Eu não lembro de já ter falado sobre isto aqui antes, mas um jogo que me ensinou muito e que me divertiu mais ainda foi, na época do Windows 3.1, Wrath of the Gods. Ele é um adventure no melhor estilo point-and-click que inclusive utilizava uma tecnologia nova para a época, os personagens eram atores filmados com cenários digitais. Na história você controlava um homem na grécia antiga (e mitológica) e tinha que salvar uma princesa que havia sido sequestrada, e para isso tinha que fazer várias coisas, passar por vários lugares, etc. Acontece que você tinha que conhecer sobre mitologia grega para conseguir avançar no jogo, e graças à enciclopédia Encarta eu descobri que o Pan guardava o pomar das maçãs de outro, que tinha que pagar o barqueiro do rio com uma moeda para que ele me levasse até o submundo, dentre outras coisas. Eu aprendi um bocado, e me divertido outro tanto.

Acredito que para ensinar história este formato ainda é muito válido hoje e, mais uma vez, dependendo do projeto do jogo, a experiência pode ser muito divertida. É claro que existem vários outros estilos de jogos e assuntos a serem abordados, e o mais importante, existem alunos que precisam deste tipo de jogos! Não deve ser difícil para você encontrar um amigo que tem um filho(a) que adora jogos de videogame mas anda muito mal na escola.

Se eu tivesse o tempo necessário, entraria num projeto de edutainment com todo o gosto. E você?

[Eu vi a notícia da MS no GameDevBR]

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3 Responses

  1. Olá, citei vocês lá na Lista Lúdica.
    http://listaludica.blogspot.com/2008/10/oje-em-pernambuco.html

    Grande abraço!

  2. i want particip to the games.please…how i make to participe it?

  3. qual resposta da india

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