[Análise] Primeiro Global Game Jam – Recife

Olá pessoal, me desculpem a falta de atualização – alguém notou?, mas a semana andou bem corrida e não pude dedicar mais tempo ao blog. Vou tratar de corrigir isso agora. 🙂

De cara tenho que confessar que esta análise vai ser meiada. Meio experimentada, meio relatada. Isto porque eu não pude ir à GGJ no último final de semana e só vou comentar em cima dos relatos que rolaram na lista do IGDA Recife. Apesar da minha falta não perdi tempo e ontem mesmo entrei no site mundial do evento e tratei de baixar todas as submissões locais, e só agora na hora do almoço tirei meia hora para testá-los.

O Evento

Para quem não sabe, o evento de fato começou quando o tema foi divulgado mundialmente, e todos os times deveriam se ater a ele durante a concepção e desenvolvimento: As long as we have each other we’ll never run out of problems (Enquanto tivermos um ao outro nunca ficaremos sem problemas).

Todos foram unânimes sobre o sucesso da edição local. Cerca de 40 pessoas participaram ativamente da criação dos jogos e surpreendentemente – ao menos para mim – metade delas viraram as noites! Eu admito que achei que não chegaria a tanto, o que mostra o quanto temos de pessoas dedicadas ao desenvolvimento de jogos na cidade.

Não vi reclamações de nenhum tipo, ou melhor, tirando as reclamações de sacanagem, como por exemplo as pessoas serem obrigadas a ver certas figuras sem camisa – um dos grupos se chamava Clothing Optional, daí vocês tiram uma idéia. Uma requisição feita por alguns integrantes para uma próxima edição seria uma organização melhor para o turno da madrugada, com direito a refrigerantes e lanches. Nada mais justo. 🙂

Como era esperado o clima predominante foi a colaboração. Todos trabalharam como loucos e os que podiam ajudar vários times ajudaram.

As Palestras

Em paralelo ao desenvolvimento dos jogos também aconteceram algumas palestras, as mais técnicas – Unity, XNA, PopCap Engine – atrairam também alguns desenvolvedores que pretendiam fazer uso de tais tecnologias e que não estavam muito familiarizados com o ambiente. Foi mais um ponto super positivo da edição recifense do evento, que conseguiu organizar praticamente nas vésperas estas palestras.

Os Jogos

Houveram cerca de 12 idéias de jogos, e apenas sete delas evoluiram a tempo de serem submetidas ao final do evento. Mas não pense que os times que não conseguiram “evoluir” se sentiram tristes ou algo do tipo. Muito pelo contrário, todos relataram que a experiência valeu muito. Eles agora pelo menos já sabem os caminhos por onde não devem andar. A idéia é essa, não? 🙂

Quanto aos jogos submetidos já era esperado que não fossem obras-primas completas, mas sim protótipos de boas idéias. Eis aqui a lista:

  • Mirror Madness
    A idéia do jogo parece bem interessante, mas o arquivo que baixei não rodou de jeito nenhum. Se depois conseguir rodar eu posto uma análise melhor.
     
  • You Bastard  
    Este ficou bem-feito. No geral ficou perceptível que os jogos que mantiveram a arte mais simples puderam amadurecer melhor a jogabilidade, e este puzzle saiu-se muito bem. Apesar de ter apenas uma fase ela está bem fechada e funciona sem problemas. 
     
  • Slime Escape  
    Os próprios autores avisam que o jogo não está funcional, e realmente não há muito para se ver, mas a idéia do jogo também é legal. Espero que eles não o abandonem e logo mais apresentem uma nova versão. 
     
  • Shoal  
    Mais um dos jogos que não se preocupou muito com o design e partiu para a jogabilidade. No estilo de flOw e Osmos ele apresenta uma boa visão do tema – quanto maior o cardume, mais atenção desperta dos predadores – e o visual e música ficaram legais. Uma pena que aqui na minha máquina o desempenho ficou meio “travado”, mas mesmo assim pude ver a qualidade do produto. 
     
  • Flipped  
    Outro exemplo de design despreocupado e foco na jogabilidade, apesar de ter ficado meio “solto” o jogo funciona direito e mostra a mecânica proposta.
     
  • The Chaplin Brothers  
    Com seu design simplista e uma premissa curiosa o jogo infelizmente não funcionou muito bem comigo. Eu só consegui andar para frente e para trás e não houve colisão com os elementos da cena. Uma pena pois achei a idéia curiosa e fiquei só na vontade. Espero poder testar uma nova versão em breve.
     
  • Each & Other Problematic Adventures  
    Este foi o último jogo da categoria “simples mas com tudo em cima”. Não só os controles e o design, como também sua jogabilidade simples, fizeram este jogo ser um dos mais “jogáveis” da leva, juntamente com o You Bastard. 

     

Finalmente eu gostaria de parabenizar a todos os participantes, e principalmente gostaria de incentivá-los a continuar o desenvolvimento das suas idéias, nem que seja para uma versão com 5 fases e 15 minutos de jogo. Pois é disso que o mercado regional, e porque não nacional, está precisando, bons exemplos e uma presença constante.

Eu gostaria de deixar um parabéns especial a Artur Mittelbach, da organização do IGDA Recife, pelo empenho na organização do evento. Valeu mesmo! E que venham os próximos!

P.S.: A quem interessar, as meninas do Girls of War fizeram uma reportagem sobre a edição de Niterói. Se alguém tiver um link  sobre a edição de São Paulo, por favor dê um toque! 🙂

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4 Responses

  1. Realmente a Jam foi muito legal! Deu pra aprender muito com a experiência de trabalhar em grupo num intervalo de tempo tão curto e com a ajuda do pessoal mais experiente.

    Eu sou um dos márti… Erm, programadores do jogo Mirror Madness e fiz uma versão “jogável”, o link está aqui: http://www.mediafire.com/?2qn3yjft4mz

    Ainda há alguns bugs no jogo, como o pulo e a colisão após o pulo(q é consequencia do bug do pulo…), enfim, só dá pra dar uma sacada mesmo de como é a mecânica e talz. Caso alguém queira se aventurar nesse código, eu posso indicar e explicar o trecho bugado.

    Abraço.

  2. Opa amigo, gostaria de dizer que se quiser eu passo o arquivo de uma release funcional do jogo que o programador da equipe fez o favor de me passar

    http://www.mediafire.com/?2qn3yjft4mz

  3. […] [Análise] Primeiro Global Game Jam – Recife « Maracatu Studios Para quem não sabe, o evento de fato começou quando o tema foi divulgado mundialmente, e todos os times deveriam se ater a ele durante a concepção e desenvolvimento: As long as we have each other we’ll never run out of problems (Enquanto tivermos um ao outro nunca ficaremos sem problemas). (tags: maracatustudios.wordpress.com 2009 mes1 dia5 evento game_jam games) […]

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