Impressões Sobre Nova Edição de Bang!

Recentemente comprei a nova edição – quarta – de Bang!. Ainda não joguei mas já fiquei com uma “má impressão” deste novo kit. Por sinal quero deixar claro que a minha queixa é sobre esta nova edição e não ao jogo. O jogo continua sendo muito bom e divertidíssimo.

O meu problema começou quando comecei a pesquisar o jogo para comprá-lo. Há alguns meses, na época em que a nova edição só havia sido anunciada, eu via a antiga sendo vendida por cerca de $11. É verdade que estava esgotada em 95% das lojas, mas eu tinha idéia do seu preço. Então quando eu fui fazer a nova pesquisa tomei um susto. O preço médio, fora o frete, estava em $24(!), mais que o dobro da edição antiga.

Depois de muito procurar (e não achar a edição anterior) eu acabei comprando a nova por $19.95 com frete grátis. Eu já tinha conferido os detalhes no site oficial, e não tinha achado as novidades muito valiosas. Mas resolvi esperar pra conferir, e o sentimento se confirmou.

Eu penso que se você vai lançar uma nova edição de um jogo ela tem que valer a pena. Se as novidades são poucas, ou simples como diagramação, novos peões e componentes é aceitável um pequeno aumento no valor do jogo. Mas se o jogo teve alguma mudança substancial, como novas regras, que pedem novos componentes e ainda assim acrescentam valor à antiga versão, nada mais justo que se cobre mais caro que a versão anterior.

Mas este não é o caso. Se você pegar o novo Bang! e não fizer uso das suas novidades, o jogo é exatamente o mesmo. Sem tirar nem por. Inclusive há até uma dica no manual, que diz ao jogador como utilizar o verso das cartas de personagens como indicadores de vida (como era na versão antiga) ao invés das balas de papelão destacáveis. Além delas, o kit acompanha sete painés, um para cada jogador, que servem para colocar as cartas e as balas. Apesar de bonitos e bem acabados estes painés são, de fato, inúteis. São completamente opcionais.

A meu ver, se você vai disponibilizar uma nova versão, “enfeitada”, com componentes completamente opcionais, é de bom tom, e até respeituoso para com os seus clientes, oferecer uma versão simples, sem essas novidades.

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[Link] Jogos de Tabuleiro e o Mercado Nacional

Excelente artigo, escrito por Paulo Santoro, onde ele pontua de forma coerente o potencial de sucesso dos jogos de tabuleiro modernos no mercado brasileiro.

O texto é breve, leve e muito bem escrito. Vale muito mais do que os 5 minutos que você vai parar para lê-lo.

http://beneficio-da-duvida.blogspot.com/2009/02/os-jogos-que-nao-sao-para-criancas.html

Jogos de Tabuleiro na Web Dão Dinheiro?

O professor Lewis Pulsipher publicou no seu blog uma análise que ele fez, a pedido de uma pessoa dentro da indústria de videogames, sobre a viabilidade comercial de versões digitais para jogos de tabuleiro.

Confira aqui.

Após vermos o panorama que ele traça fica claro a idéia de que as versões digitais servem mesmo é para criar uma comunidade em torno de um título/estúdio. Tanto é que Yehuda Berlinger comenta esta conclusão no mesmo post. E eu concordo plenamente.

Em tempo, se você se interessou pelo assunto, além do Brett Spiel Welt que o sr. Pulsipher cita existe ainda alguns outros sites de jogos de tabuleiro on-line:

Por sinal eu sempre estou jogando no primeiro, Mabiweb. Lá eu sei jogar Richelieu, Samurai e In The Year of The Dragon, apesar de que este último eu não vou mais jogar até que eu leia novamente as regras e as deixe sempre à mão, pois todas as vezes eu perdi miseravelmente. 🙂

Empresa Nacional de Jogos de Tabuleiro

Estava dando uma olhada nas atualizações do Fórum da Riachuelo Games quando encontrei este post sobre uma empresa carioca que produz e vende jogos de tabuleiro clássicos e modernos. Os jogos são abstratos e todos feito em madeira. Apesar de só conhecer alguns poucos, posso me dizer que fiquei interessado nas peças, especialmente no Go – que sempre é citado como um clássico e necessário para todo game designer.

Ah, e além do preço ser em conta – todos os jogos custam R$ 29,00, eles disponibilizam regras e os tabuleiros para baixar e imprimir! Sensacional, não?

Quebra-Cuca Jogos de Tabuleiro

Esse vai para a minha wishlist. 🙂

Zombie in my PC

Até que demorou um pouco.

Fizeram uma versão para PC do jogo de tabuleiro solitário, e gratuito, Zombie in my Pocket. E ficou bem legal, devo dizer! Tirando apenas o fato de que eu esperava pelo menos uma trilha sonora para ajudar na ambientação, o resto ficou muito bem feito, de modo que conseguiu reproduzir o jogo de forma fiel.

ZimPC - Consegui sobreviver à minha primeira partida

Talvez eu só deva fazer algumas resalvas com relação à interface, ficou muito “programa” e pouco “jogo”, mas não chega a estragar a experiência. Dou nota 8.

Baixe o jogo aqui, experimente e volte para dizer o que achou. 🙂

Quer Jogos de Tabuleiro On-line?

Então seus problemas acabaram! Eu conhecia apenas dois sites que possuiam versões on-line de jogos de tabuleiro, mas nunca tinha prestado atenção que um desses sites possuia links para outros sites! Então acabei achando muitos jogos disponíveis por aí!

E desde que comecei a jogar on-line eu pude conhecer melhor alguns jogos (fui além das regras) e já formei opiniões para compra. Até agora a lista inclui Samurai e In The Year of The Dragon, além de Settlers of Catan e Carcassone, claro.

Bom, segue abaixo a lista dos sites, juntamente com alguns dos jogos que eles possuem:

  • MabiWeb (Samurai, In The Year of  The Dragon, Mykerinos, etc) [Inglês]
  • Spiel By Web (Amun-re, Hacienda, Tiakl, etc) [Inglês]
  • Michael Schacht (Hansa e Pratician) [Inglês]
  • Ludagora (Medina, Vinci, King of Stam, etc) [Francês]
  • Yucata (Yucata, Vikings, Saint Petersburg, etc) [Alemão / Inglês]
  • Brettspiel Welt (Dominion, Stone Age, Carcassonne, etc) [Alemão / Inglês]

E se alguém estiver sem parceiros para jogar, é só me avisar que se der (tempo para ler as regras e para hogar) eu entro! 😉

Link: Entrevista com Thomas Ewert

Acabei de ler uma entrevista muito legal com Thomas Ewert no blog do Cacá, “E Aí, Tem Jogo?”. Thomas é co-autor do jogo de tabuleiro Container, que foi criado em parceria com Franz-Benno Delonge, falecido em setembro de 2007, pouco antes de ver o jogo publicado.

Durante a partida os jogadores assumem ambos os papéis de produtores e transportadores de mercadorias, que devem ser vendidas aos outros jogadores. A descrição do jogo no BGG é a seguinte:

Container é um jogo sobre grandes navios e grande produção. Cada jogador irá jogar tanto como produtor quanto transportador de mercadorias. Os jogadores decidem quais produtos eles querem produzir, e quais produtos dos OUTROS jogadores eles querem transportar para uma ilha remota. Durante estas fases, os jogadores poderá definir os preços dos seus produtos e tentar maximizar o lucro!

Uma vez que as mercadorias tenham alcançado a ilha, os jogadores desempenharão os papéis de compradores para suas pequenas ilhas. Eles deverão dar lances para as mercadorias que chegam a cada dia por navio, e o lance mais alto fica com a mercadoria afim de trocar em pontos ao final do jogo.

Parece simples? E é! Mas o desafio de verdade é transformar a sua produção em mercadorias para a sua ilha. Seu governo quer subsidiar as suas compras, mas quanto dinheiro você quer dar aos seus competidores por aquelas adoráveis mercadorias que sua ilha tanto precisa?

O jogo parece ser simples e bem divertido, principalmente porque prove a interação dos jogadores, o fator que garante uma alta rejogabilidade e uma ótima diversão!